Terminei o primeiro episódio de Designated Survivor numa puta duvida. Gostei ou não?

O grande problema, pelo menos para mim foi a cara de série genérica. E não falo da premissa, mas da forma como ela é contada, a narrativa me pareceu um grande mistura de 24 Horas, Quantico e Blindspot, o que deixou Designet Survivor sem identidade nenhuma. Na verdade com uma cara de novelão cara e de série ligeiramente barata. Talvez culpa dos efeitos especiais e total falta identidade visual.

Normalmente gosto de roteiros agilizados, mas aqui cabia um pouco mais de calma pra desenvolver o drama. Pra quem não sabe Kiefer Sutherland(de 24 Horas) interpreta Tom Kirkman, um pai de família gente boa, que trabalha  como Secretário da Habitação em Washington e não é o membro mais prestigiado da Casa Branca. Acontece que no mesmo dia em que ele é transferido de cargo e pais – o que é mesmo que uma demissão, ele é isolado como Designated Survivor enquanto o presidente dos Estados Unidos e os lideres abaixo dele estão reunidos em um evento no Capitólio. Acontece o impensável e uma bomba é detonada no prédio, matando o presidente e toda a linha de sucessão, até Tom. Que de praticamente demitido e extremamente subestimado se torna no presidente dos Estados Unidos.

O episódio começa ai, na hora do atentado e volta algumas horas para explicar um pouco melhor sobre quem é Tom Kirkman na fila do pão. E é ai que o episódio começa a falhar. Designated Survivor será um thriller politico e drama familiar, então eles querem que você se apegue a família de Kirkman durante o turbilhão que se segue após o atentado e a forma mais fácil seria mostrá-los com um pouco mais de calma e carinho nessa volta no tempo. Talvez voltando mais de um dia e não apenas horas. Não dá tempo de se importar com ninguém, muito menos com o filho adolescente e traficante, que com certeza dará trabalho para o pai enquanto ele tenta botar ordem na casa.

O ponto positivo, sim, ele existe e é o que não me deixou torcer o nariz, foi a história de Tom. O mais improvável dos homens em Washington assumindo a presidência e num momento bem merda, com seu antecessor morto e um pais que deveria ser o mais poderoso atacado em casa… de novo. Ninguém apostaria nele, ninguém o quer lá, ainda mais naquela situação, mas no final do dia a decisão dele e sua capacidade de lidar com aquela tragédia é o que mais importa. De descartado a carregando todo o peso do mundo nas costas. Então se não forçarem a barra no bom mocismo(esse termo existe?), se forem menos óbvios ao deixar estabelecido que Tom é um homem de bem que só quer fazer o que é certo, o personagem pode crescer e muito.

 

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Maggie Q com certeza é o outro ponto positivo nessa produção. A Nikita… quero dizer, Hannah Wells, a personagem de Maggie será responsável por contar o outro ponto de vista do atentado que matou as maiores autoridades americanas e em solo americano. Ela é uma agente do FBI que é especialista em atentados em capitais importantes(oi?) e no meio de tanta topeira que só quer mostrar serviço é ela a unica com inteligência(me recuso a dizer sensibilidade) para juntar as peças e ver que talvez aquele atentado não tenha sido um ato isolado, mas apenas o primeiro.

Tom jogado em um mundo que girava sem ele, com autoridades hostis e interesses bem particulares onde o poder será disputado, combinado com Hannah/Nikita que pode acabar enxergando aqueles eventos de forma mais clara dão a Designated Survivor um potencial que acaba se sobressaindo aos vários erros na sua apresentação. Ainda mais se arrumarem aquela sala oval. Sério, eu vi quatro temporadas de House Of Cards e sei como a sala oval deve ser e não é com um cenário de novela das sete.

 

Então, assistam por sua conta e risco.

 

 

 

 

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