Que season finale, senhoras e senhores!

A terceira temporada de Chicago PD começou com o drama de Erin, que apesar de genuíno fui muito mal explorado, o que deixou o suspense e choque dos fãs por ter visto a policial deixar o distintivo sem propósito. Tudo se resolveu em três episódios e de viciada sem propósito Lindsey voltou a ser… Lindsey.

Foi ai que Chicago PD se lembrou de que é sobre uma equipe de inteligência e não apenas sobre a policial que tem problemas familiares. A história andou e expandiu os plots para alguns personagens, o que fez da primeira parte da temporada incrível, de gente grande. Por ser uma série procedural foi necessário manter o roteiro funcionando e deram conta, os casos foram bem construídos em seus 45 minutos disponíveis enquanto antigas histórias eram ressuscitadas. Al ganhou destaque, Mouse teve mais participação nos casos. Deu até tempo de Jay e Erin engatarem um relacionamento maduro. Chicago PD estava definitivamente se transformando numa daquelas séries da NBC que tem 193837374 temporadas.

Foi então que a segunda parte da temporada começou e Erin voltou a ser o centro das atenções. A transação foi feita de forma bem consistente, dando a chance da personagem fechar o capitulo Nadia da sua vida, de consertar e lidar com as coisas sem se abater ou se destruir. Foi bom e finalmente convincente o confronto com Gregory Yates. Desde a segunda temporada os plots de Erin foram rasos demais. A meia hora de carreira no FBI, a depressão por causa da morte de Nadia, a outra meia hora fora da policia. Vê-la superar o tormento que Yates ainda representava em sua vida foi incrível, talvez o ponto alto da temporada.

Só que cometeram o mesmo erro da temporada anterior, quando Erin se transformou num personagem onipresente. Que é quando um personagem se destaca e dão um jeito de inseri-lo em todos os plots, núcleos e cenas possíveis. Sabemos que Sophia Bush é a nova Mariska Hargitay e Erin a nova Olivia da CBS, mas ao contrário de SVU, que tinha Olivia e seu parceiro como protagonistas, Chicago PD é sobre Hank e sua equipe, que viraram figurantes para Erin brilhar. O drama de Al, que foi super interessante no inicio da temporada, o passado e ligação dele com Hank, a acadêmia de Antonio, Jay e Mouse, que tem um segredo citado uma vez por temporada e nunca desenvolvido, Atwater que ameaçou levantar questões mais sérias, foram simplesmente esquecidos e deixados de lado.

O que sustentou Chicago PD na segunda parte da temporada foi o talento dos roteiristas em criar casos. Violência sexual, domestica, trafico humano, terrorismo, violência policial, com raras exceções os temas foram desenvolvidos de forma brilhante. Por isso digo que a série foi de gente grande, mantendo a atenção do publico até o final. Mesmo com o romance descabido entre Burgess e Roman ganhando destaque fora de hora. Chegamos ao final da temporada sem uma grande história movendo os personagens e levamos um susto.

Sim, eu pelo menos levei. Pedi antes de dar play na season finale que se lembrassem dos outros personagens e foi o que ganhei.

Pra quem não se lembra, difícil não lembrar, mas, no começo de Chicago PD fomos apresentado ao sargente Hank Voight e seu nada ortodoxo jeito de trabalhar. Ele tinha um cofre no porão de casa com grana que recebia do crime organizado e que usava pra ajudar algumas vitimas que acabavam passando por suas mãos. Ele usava o dinheiro sujo pra fazer o bem e dava um nó na nossa cabeça com duvidas sobre seu real caráter. Um puta personagem que foi amansando durante a temporada, mostrando as garras só quando realmente preciso.

Tanto que o inicio do episódio nos mostra isso. Uma oferta de promoção pro cara mais odiado da policia de Chicago. Nos fez perceber o quanto Hank havia mudado. A recuperação de Justin uma extensão disso. O filho problema que se encontrou na vida, Erin a mesa com eles, o neto bebê que daria continuação a família e aquela nova chance. Foi um bom lembrete.

Ai como season finale que é season finale tem que ser bafonica, as coisas mudaram em um instante. O sexto sentido de Hank apitou quando percebeu que o filho estava escondendo alguma coisa, só que não a tempo de salvar a sua vida. Que tristeza a cena de Hank encontrando Justin baleado, o desespero dele e a tristeza e desesperança quando descobriu que o filho nunca mais acordaria. Foi um soco no estomago, ainda mais por saber que Hank sendo do jeito que é o final não seria nada feliz. Não adiantaria Erin pedir para ele se lembrar do neto. A natureza de Hank foi trazida de volta na season finale e me perguntei por deixaram isso para o ultimo episódio. Por que quando Erin era o centro só ela se desenvolvia, mas quando Hank, o líder, é quem está no olho do furacão todos são tragados com ele.

Ver o conflito de todos entre ser fieis e não aceitar todos os métodos de Hank pra caçar o assassino do filho foi uma ótima sacada e deixou a season finale super emocionante. Voight tinha uma missão, mas cumpri-la colocaria a carreira dos seus em risco e a mesma fidelidade que tinham com ele deveria ter com eles. O final foi previsível, Hank ficaria cara a cara com o assassino do filho e Erin seria a buscula moral do “pai”. Mas graças a deus o segundo final não caiu no óbvio e fechou a temporada com chave de outro.As implicações do que Hank fez serão enormes, não só para ele, o que deixa a quarta temporada cheia de possibilidades incríveis. Por que lados terão que ser escolhidos e a fidelidade de muita gente posta a prova. É só aguardar e esperar que o nível se mantenha.

E que deem um plot para o Mouse!

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