A volta da queridinha da emissora americana ABC chegou com alguns temas de grande relevância social, como a discussão sobre a violência doméstica e também nos apresentou a um personagem transexual, mas antes de falar do retorno de Grey’s Anatomy, não há como não falar do artigo publicado poucos dias antes do retorno da série sobre Ellen Pompeo. Você ainda não conferiu os detalhes? Ellen não só renovou seu contrato para mais duas possíveis temporadas como explorou a temática do empoderamento feminino de forma brilhante, inspiradora e honesta utilizando sua própria biografia. Vale muito apena conferir.

      No entanto, estamos aqui para falar de Grey’s Anatomy que nos altos de suas 14 temporadas, especificamente no episódio de número nove teve o título: “Four Seasons In One Day” alterado para “1-800-799-7233“, número disponível para denúncias de “Violência Doméstica” no território norte americano. A violência contra mulheres tem sido abordada não apenas neste episódio, mas é um tema atual em Hollywood após sucessivas denúncias de assédio contra diretores, atores, etc. O caso é que no seriado de Shonda Rhimes a personagem Jo Wilson sofria violência por parte de seu marido Paul Stadler, não sabemos exatamente como era a dinâmica desta relação, mas obviamente ele a agredia, fazendo com que ela fugisse e fosse parar no Grey Sloan usando outra identidade. Jo era Brooke, e ainda está casada legalmente. Paul Stadler é quem vai até o hospital para confrontá-la e finalmente poderem se divorciar e seguir suas vidas.

            O episódio 14×09 tem como tema central o confronto destes personagens, e a primeira cena é arrepiante, a forma como ele a aborda e como as palavras soam bagunçadas em sua mente; uma pausa nessa descrição para falar de Matthew Morrison que interpretava o carismático Will Schuester em Glee, me lembra quando nosso brasileiro Dan Stulbach fez um personagem abusador e logo depois um personagem “bonzinho”, e como é interessante contrastar as atuações. O Paul de Morrison trabalha com distorção, ele utiliza fatos reais para justificar seus atos, na verdade ele recria a verdade através de alguns fatos para se eximir de sua culpa e dominação sobre sua ex esposa. Um exemplo disso é quando ele diz que ela bebia, tinha uma vida desestruturada, que fugiu com seu dinheiro, que mudou de nome; mas sabemos que nada, nada disso justifica qualquer violência.

            Alex Karev e Meredith Grey apoiam Jo no decorrer do episódio, não deixando ela ficar sozinha, e oferecendo mesmo todo o apoio psicológico para alguém que mal conseguia ficar em pé. O apoio deles trouxe uma sensação de alívio e ao mesmo tempo de união. “Um squad é um squad”.

            Maggie e Jackson estavam cobertos de sangue por conta do acidente com o paciente que eles estavam removendo. Era tanto sangue fora do corpo que foi até difícil prestar atenção as cenas, mas a dupla estava se curtindo, pelo menos deram a entender que estavam “se querendo”. Pessoalmente eu tenho percebido Jackson com um semblante deprimido, ele simplesmente não parece feliz, e ele tem buscado ferrenhamente formas de sanar essa tristeza, o concurso concorrente do Harper Avery é só um exemplo disso. Para além do que irá acontecer com o possível casal, eu penso que os problemas de Jackson são mais profundos do que escolher entre April ou Maggie (Japril é um ship muito forte na fanbase de Grey’s); no entanto a Maggie pode (ela quer) ter um namorado, e parece gostar do Jackson, mas está confusa sobre conflitos familiares e de trabalho que envolveriam essa relação, e ela sabe que sofreria com isso. (Cá entre nós Maggie Pierce, essa é uma série que você vai sofrer, Se joga, amiga!)

            Sam Bello e De Lucca é aquele casal “transante” que me dá um pouco de sono, afinal estamos no episódio 9 da temporada e não houve muitas revelações sobre seu relacionamento. Não há muito o que dizer.

            Bailey ainda estava tentando resolver os problemas com a tecnologia e com o FBI, quando percebeu o potencial de Parker, um interno que é fera em programação. Parker salvou os pacientes, resolveu os problemas de Bailey porque se dependesse do FBI, provavelmente os pacientes morreriam, e ao que parece a chegada de Parker abre mais uma discussão de gênero ao se declarar a Miranda: “Sou um orgulhoso homem trans, Dr. Bailey. Gosto que as pessoas conheçam-me antes de descobrir minha ficha médica” <3

            Após April salvar um homem da morte por meio de uma traqueostomia digamos que “vintage”, Richard a convida para ser a mente pensante que organizará o concurso de medicina que teria Bailey como cabeça, mas que na verdade foi ideia do Jackson. Algo me diz que esse concurso vai dá o que falar.

            O episódio se encerra com o tal Paul voltando ao hospital Grey Sloan só que na maca, todo estraçalhado, tendo sofrido um atropelamento, e o causador do acidente aparentemente fugiu. Meredith desconfia de Jo e Alex com a clássica pergunta: “O que vocês fizeram?” AAAAA

            Em resumo foi uma volta interessante e emocionante, foi iniciada uma uma discussão mais que relevante, mas ainda há muito para se explorar, novos personagens, velhos personagens com velhos conflitos, e faltou matar saudades daqueles nossos queridinhos que tiveram pouco tempo de tela como Amelia e Arizona. A boa noticia é que parece que ainda teremos muito Grey’s Anatomy para sofrer. <3

 

 

 

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