Vamos falar da estreia de uma das séries mais sucedidas da televisão que tem como criadora a igualmente bem-sucedida Shonda Rhimes!! Primeiramente devo dizer que eu não sou nenhum um pouco especialista em Greys Anatomy. Eu comecei a assistir a série no início do ano devido a fortes recomendações. Eu me apaixonei pelos personagens, pela dinâmica da série, pelo drama novelístico e fui me enchendo de coragem para enfrentar cada tragédia (afinal estamos falando de uma série médica). Drama e comédia dramática são meus gêneros favoritos, e foi muito fácil me encantar com Greys, apesar de momentos muito conflituosos sobre continuar ou não a trama. Quem nunca pensou em desistir que atire a primeira pedra. Entretanto estamos aqui para discorrer sobre a premier que vem de um episódio duplo, o primeiro: Break Down the House.

A última temporada por um acaso estava fresca na minha memória e a imagem de Stephanie Edwards e aquele incêndio ainda estavam vivas, essa foi a primeira perda da temporada. Eu não acompanho spoilers de Greys Anatomy, obviamente eu não estava preparada para sua saída, mas ela não morreu. Na verdade não importa muito o que aconteceu com ela agora que sabemos que ela não vai voltar, mas o que me impactou foi de fato como as coisas ficaram após a quase morte dela com sua história trágica; Stephanie não é a primeira e provavelmente não será a última personagem quase nada ovacionada ou que minimamente tenha causado algum efeito a trama após a sua saída, entretanto quando alguém sofre com queimaduras e quase morre, e esse alguém você gosta muito normalmente você sente; Amelia Shepherd, sua principal companheira de trabalho não expôs nada quanto a isso, estava focada em salvar a vida de um paciente, na verdade ela estava alheia a quase todos os fatos que estava ocorrendo ao seu redor, Jo Wilson mencionou Stephanie várias vezes durante o episódio e demonstrou a sua maneira (a mim superficial) como sentia falta da colega e foi só isso.

A chegada de Megan Hunt foi a primeira expectativa do gancho deixado pela temporada anterior que de alguma forma mexeria com as emoções de Owen, Riggs e Meredith principalmente. Megan Hunt é cativante, e definitivamente ela não chegou para melar o relacionamento de Riggs e Meredith. A irmã de Owen sabe que é, sabe o que quer, lúcida, positiva e focada em se curar, ela é mãe de uma criança adotiva, a quem dedicará tudo que tem. Eu tinha receio de Megan/Meredith/Riggs, pois preconizava uma semelhança que houve com Addison/Meredith e Derek, mas era diferente e graças aos deuses do roteiro. Meredith e Megan estabeleceram uma relação não apenas de cordialidade e respeito quanto de maturidade, gentileza e cuidado. Surgiu então a pergunta que não quer calar: Qual era a esposa que Meredith preferia para Owen, Amelia Shepherd ou Cristina Yang? Meredith nunca poderia responder essa pergunta. (Até porque essa é uma pergunta um pouco cretina hahaha apesar da curiosidade da Megan)

Eliza Minnick tomou chá de sumiço e se escafedeu, apesar de não gostar muito quando algum personagem some sem maiores explicações, essa não vai fazer muita falta, até pela pouca trama e pouco apego com o público, porém tivemos uma majestosa troca, não apenas pelo casal/ ship formado com Arizona Robins, mas Carina DeLuca chegou chegando e bagunçando a zorra toda. O núcleo de Arizona se apropriou mais uma vez dos tons de comédia e leveza. Eu particularmente prefiro porque sou do team órfãos de Calzona. Na realidade Arizona fica bem na comédia, e a gente não deve mexer em time que está ganhando. Por falar em comédia o novo time de estagiários com Richard, foi um outro aspecto maravilhoso da comédia para quebrar as partes dramáticas da história, fez seu papel com louvor.

Outra aposta no imaginário do telespectador foi a queridinha, nossa barbie Teddy Altman que é uma personagem muito forte e descrita por Meredith como Owen’s person. (Eu adoro quando ela usa o termo person, por falar nisso preciso ligar pra my person). Teddy é uma querida de todos e sua presença é por si só é contagiante e saudosista como o encontro dela com Arizona e tantas coisas mais. (Eu realmente aprecio essa personagem), mas ela chegou sim abelhuda, encurralou a Meredith, questionou Amelia e por aí vai…

Owen Hunt é um personagem que me deixa em um conflito de amor e ódio. Ele é visceral, é romântico, é dramático sofre com tudo, e sofre de culpa. Sofre por fazer e por não fazer, sofre por fazer o outro sofrer, além do que é o cara do trauma e a gente sempre tem uma área da medicina em Greys que a gente julga que se fosse médico escolheria essa. (Sou do trauma e você?)

O episódio teve aquela agradável sensação de Seattle Grace/Grey Sloan em sua essência com muita correria, transições rápidas, interações entre os personagens, sentimos muita falta disso na última temporada. Derek, Callie e Cristina foram citados, e a gente ama citações e por favor podem continuar com todas as referências possíveis. Séries legendárias tem disso. Por ser um episódio duplo, nada mais justo que uma review dupla. Vamos ao 14×02 – Get off on the Pain.

 

 

Arizona produziu um meme ao ver Andrew e Carina falando em italiano, foi engraçadinho. Eu não gosto muito de me apegar a uma ideia de ship em Greys, sabemos o histórico, na verdade mesmo com química e numa dinâmica agradável o que mais me deixou feliz com a chegada de Carina foi sua proposta inovadora com alerta girl power, como não gostar disso, só por que Grey Sloan é um hospital de emergência? Sinceramente, isso é mínimo, a proposta científica dessa garota é maravilhosa, deixa ela ficar, deixa ela falar, deixa ela por favor?!

Falando em girl power o segundo episódio melhor ainda que o primeiro tem para variar Miranda Bailey participando ativamente dos discursos feministas com o exemplo do sapato de salto e mais tarde no discurso com Jo em que ela fala para seu marido: “Você não tem o direito de dar opinião sobre isso porque você não sabe como ela se sente, não sabe como é ser mulher”. (clap clap clap. Essa é a primeira vez que estou escrevendo reviews estou tentando ser contida em algum eventual hate, mas eu não posso me conter na veneração. Eu venero essa mulher hahahaha).  Tem quem esteja achando a Bailey muito arrogante, embora eu tenha ficado ao lado de Richad na treta da temporada passada, Bailey tem todo o direito de se descobrir e aprender a dosar entre erros e acertos os aspectos de comandar um hospital para além de sua vaidade. Ela vai errar, mas sempre haverá o fator, ser mulher como variante nessa equação porque é uma construção social, e eu absolutamente adoro o fato da série discutir isso.

Vamos falar de relationSHIPS, April Kepner ainda sofre por  Jackson Avery, finalmente esse casal saiu do offscreen e resolveram falar sobre o episódio de Montanna. April é uma personagem rica de muitas facetas e eu desejo profundamente que ela explore e se desenvolva no aspecto relacionamentos. Há tantas Aprils por aí que são divinas profissionais, boas filhas cidadãs exemplares, mas imaturas/inexperientes no quesito relacionamentso e eu até posso citar Maggie Pierce que não por acaso parece estar nesse triângulo, e que definitivamente é uma mulher prodígio, e assim como April apresenta essa inexperiência e até inocência amorosa. Eu acho isso adorável e não torço pelo ship, mas para que elas sejam felizes independente do “Avery” escolhido, o ponto é que elas são o sol e não ele; porque não obstante a escolha de cônjuge/companheiro que elas sejam plenas em seus relacionamentos e se permitam amar e serem amadas.

Alex Karev e Jo Wilson estão finalmente na mesma página, podemos comemorar o acerto de ponteiros depois do buraco emocional que foi a temporada passada, um pouco de paz seria espetacular.

Quem não tem paz é Omelia. Bota o casaco, tira o casaco. Vem aí o curioso caso de tumor no cérebro. Esse é um momento que eu tenho que controlar o hate… sabemos que  Caterina Scorsone é uma formidável atriz de drama, mas era realmente necessário dar a ela um tumor no cérebro depois do seu histórico? Pula! Agravantes: Omelia já não estava bem desde algum tempo, escorregadios, no entanto é aquele casal que expressa amor e a gente simplesmente torce, mesmo sabendo que há tantas contradições. Como se não bastasse tudo isso Teddy, a “person” do Owen vestiu a luva no triângulo. Vamos ver o que acontece daqui para frente… como Amelia vai lidar com isso (espero participações especiais dos atores de Private Practice porque a esperança não morre) e se omelia vai sobreviver a tudo isso.

Por último e realmente não menos importante Riggs e Meredith. Na temporada passada ela não se permitiu viver o amor com Riggs por causa de Maggie, e os shippers estavam apreensivos por conta da chegada de Megan, que como mencionei lá em cima parece realmente não ter sido criado um triângulo, pelo contrário, Meredith lutou por Megan e fez algo extraordinário (a titia Elis ficaria orgulhosa) ajudando a suposta rival e fazendo uma cirurgia inovadora. Não serei hipócrita, Meredith é a personagem que mais faço críticas, ela me confunde com algumas atitudes, no entanto continuo torcendo por esses episódios de “extraordinarices” que ela apronta. Quanto a Riggs e Meredith eu não me preocupo, sabemos que ele está apaixonado por ela como disse a Megan, dito isso, e se tratando de Grey’s Anatomy o resto se ajeita e se acomoda.

O episódio deixou aquela sensação de tristeza causado pelo tumor da Amelia, e variadas expectativas pelos novos internos mais discursos, mais piadas, mais trilha sonora, referências, participações especiais e muito mais choro e tristeza. Pode vir que cabe mais!

 

 

 

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