O terceiro episódio dessa temporada de Grey’s Anatomy retoma o estágio de Amelia Shepherd e seu tumor, daí alguém pergunta: “Espera, eu já vi esse enredo antes…”  Há várias situações durante a série em que o médico ficou doente, a maior semelhança de Amelia foi com Izzie Stevens, situação que ambas foram questionadas por suas atitudes, se seriam provenientes dos sintomas do tumor, ou não? Tudo muito confuso. Quem é Amelia Shepherd? Não falo apenas do trabalho como cirurgiã, fato discutido no episódio, sabemos que as taxas de sucesso dela são maiores que do irmão Derek; mas falo de vida. Quem é Amelia, por que o uso de drogas? De que maneira o tumor interferiu em suas decisões nesse sentido? As inconstâncias na vida, no casamento… Por que a repetição de enredo? Onde querem nos levar? Será que ainda devo ter esperanças em encontrar respostas sobre isso, ou será apenas mais um drama que passará batido? Conhecemos um pouco de Amelia em Private Practice, spin off de Grey’s e me incomoda o fato de haver pouquíssimas referencias em relação a isso.

Em meio ao plot repetitivo, Amelia tenta esconder seu tumor, a princípio, depois entendendo, através de seu antigo professor Tom Koracick a importância que deveria dar ao seu tratamento. Richard Webber também tem papel importante neste momento, ajudando Amelia a lidar com seu tumor como algo de passagem, mas não definitivo em sua vida, eu nem lembrava, mas ele também teve um.

O episódio também conta com a chegada do figurão Haper Avery, o famosão do prêmio. Na verdade ele chegou numa antítese total a direção de Miranda Bailey e Catherine Avery, promovendo uma reunião para discutir os gastos da Fundação Avery com o hospital e termina por demitir Bailey, o caso foi, me desculpe a palavra, bizarro, ele simplesmente chegou questionando a direção essencialmente feminina, morreu, simplesmente empacotou e Jackson cobriu o corpo antes de ir para o necrotério. Os discursos pós morte foi na maior naturalidade possível, e Bailey ficou feliz porque palavra de morto não vale muita coisa hoje em dia.

Apesar de adorar Amelia e os Averys achei as partes acima um tanto quanto difíceis de engolir, e me surpreendeu a parte de Meredith e seu terapeuta. Meredith Grey quer que Riggs fique com Megan, e ela quer isso porque se Derek “voltasse da morte”, ela ia querer ficar com ele. É notável a evolução dessa Meredith frente a Meredith que implorou nas primeiras temporadas: “pick me, choose me, love me”; Vemos uma mulher com atitudes maduras que está tentando entender a nova condição do namorado, por mais que isso a prejudique, ela não está triste ou se vitimizando… what an evolution <3

Contamos também com April ajudando um casal adolescente a simplesmente aproveitar a vida sem tantos receios de pressões sociais. Momentos April e Arizona, Grey’s Anatomy ainda tem mania de encantar por trazer relações de amizade entre pessoas tão diferentes como essas duas que se entendem, apesar das diferenças gritantes.

Os momentos de ships fofos ficaram para Jo e Alex se comportando como adolescentes no elevador e tirando o atraso. Bailey e Warren comemorando o fato de Baley ainda ser chefe.

Por último e não menos importantes Zola e Carina. Zola simplesmente apareceu, podemos ouvir um amém? Amém. Carina Deluca também apareceu, e eu e a maioria dos fãs estamos encantados com seu jeitinho sexy e apaixonante.

O episódio não foi tão eletrizante quanto os da estreia, mas foi um bom episódio que deixou expectativas de mais comédia, e algumas resoluções.

 

 

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