O episódio dessa semana de Grey’s Anatomy veio para fechar alguns ganchos do episódio da semana passada (gratidão), e obviamente abrir outros. O drama de Amelia Shepherd atinge seu ápice com a realização da cirurgia. Iniciando-se com a cena onde ela raspa a parte da cabeça onde será realizado o ato cirúrgico para a retirada do tumor. Amelia estava pronta, e utilizou o referencial de estufar o peito com a famosa pose de super -herói para ganhar confiança (A gente aprende muitas técnicas nessa série haahaha).

Antes de ir para a cirurgia, Amelia deu aos seus amigos instruções sobre o que deveria ser feito no pós-operatório por meio de Andrew DeLuca e também o que deveria ser feito em caso de coma ou desligamento de máquinas como April Kepner. O que os deixou sobrecarregados de um modo engraçado.

 Um episódio que evocou a “presença de Deus” e questionou a moralidade cristã, em um tom sutil e equilibrado. Uma das formas foi através de April indo à igreja e orando para que ela não fosse responsável por nenhuma decisão a respeito da vida de Amelia.

Uma das minhas cenas favoritas ocorreu quando acontecia a cirurgia, de Amelia a maioria dos atendentes, internos estavam na galeria, quando Carina DeLuca, a recém-chegada irmã de Andrew e atual par romântico de Arizona disse que era curioso a forma que Deus pode salvar uma vida, levando em conta que foi através de sua pesquisa de como o cérebro feminino age durante um orgasmo, Amelia se submeteu aos testes pelo ato da masturbação, ela conseguiu ver o tumor instalado no cérebro de Amelia.

Em suma, apesar da moralidade cristã criticar o ato da masturbação (sim a masturbação não é bem vista no meio cristão), foi através disso que a vida de Amelia foi salva, e Carina citou Deus como alguém que promove salvação de vidas, ainda que sejam em situações ditas como controversas.

Enquanto Amelia se recuperava em seu pós-operatório, chamando pelo irmão, falando em francês… Jackson Avery e Catherine Avery chegaram do funeral do avô e ex sogro Haper Avery, demonstraram que o senhor Avery,  poderosão realmente não era nem um pouco querido, pelo contrário, ironizaram o fato dele aplicar aquela velha dose de misoginia, principalmente em relação a mulheres em cargos de gestão como foi com Bailey.

Meredith e Nathan conseguiram trazer Farouk, o filho adotado de Megan para perto da mãe, deixando-a muito feliz.  Ela endossou o que havia dito na semana anterior a Megan. Basicamente que Nathan estava confuso, pois já havia lidado com o desaparecimento de Megan por tantos anos, e era natural a confusão inicial, mas que ele amava a Megan, pois ninguém faria o que ele fez por alguém que não amava mais. (Estou sentindo cheiro de sofrimento para a Megan</3)

April desabafou com Arizona sobre a situação de sofrimento que está acontecendo por causa da separação e mudança de casa e o fato de alguns dias sua filha passar com o pai. Arizona por sua vez compartilhou do mesmo sentimento. Mais tarde no leito de seu lar ao lado de Carina, ela revela que sua filha deseja voltar para sua casa em Seattle, abrindo esse gancho para o próximo episódio, teremos algo calzona, não sabemos o que exatamente, mas se Sofia voltar, certamente Callie Torres será minimamente citada.

Jo Wilson pediu que seu nome fosse retirado de um artigo que será submetido a um concurso para um prêmio acadêmico porque teria de enviar sua foto, e com isso revelar parte de sua identidade, e questionou o fato de que seu ex marido que a maltratava ainda tivesse tanto poder sobre sua vida, decisões e até mesmo honras como um mérito acadêmico.

Houve momentos cômicos protagonizados principalmente por Richard e Bailey fazendo entrevistas de emprego. Jackson e Meggie não foram vistos como um casal ou sequer algo parecido na visão de Catherine. Personagens esses que tem química e algumas semelhanças formando uma dinâmica agradável, ainda que não sejam como casal.

Por fim o episódio também contou com um ganho sensacional que foi a brincadeira do tumor falando, em dado momento os médicos questionaram uns aos outros que determinada atitudes que tomaram em algum momento da vida, consideradas estúpidas, foram feitas por eles mesmo ou era culpa de um possível tumor. Interessante a forma com a narrativa brinca com as inconstâncias dos personagens, até mesmo deixando a ideia de o texto sempre ter uma justificativa imediata muito mais leve.

A justificativa está vindo, na verdade Amelia Shepherd não sabe exatamente quem ela é, nem o que quer fazer, mas para o alívio dela e fazendo um paralelo ninguém sabe muito bem, estão todos se construindo dia a dia, seja como April que tinha todos os princípios da vida definidos, e nada é do jeito que ela esperava, seja como Jo que precisa arrumar uma forma de para de se esconder em todos sentidos ou até para Jackson que tem muito dinheiro, mas ao mesmo tempo muitas dúvidas e estresse sobre o que fazer.

Ao sair da cirurgia sem uma massa de algo que consumia bastante espaço em seu cérebro, Amelia tem uma nova perspectiva sobre toda a sua vida e o que ela quer construir. Seja casada ou não, ter filhos ou não… Grandes são as possibilidades.

O episódio contou com a narração de Amelia e no final há uma nova evocação a um Deus com a seguinte frase: ” Então precisamos orar a Deus para que  nos entendamos corretamente”. Mantendo essa perspectiva de uma busca eterna, mesmo que abruptamente ocorram falhas e morosidades.

 

 

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