Life as we know it. ­­­

Possivelmente a maioria de vocês nunca sequer chegou a ouvir falar da série. Ela passou por aqui lá pelo ano de 2004 e foi encerrada sem mesmo ter conseguido fechar uma temporada inteira. Eu juro pra vocês que estava até agora há pouco tentando lembrar o porquê de eu não ter gostado dessa série da 1ª vez que a vi. Pois é, não só não lembrei, como tive uma bela surpresa ao revê-la 12 anos depois. São 13 episódios que passam voando e te deixam com aquela vontade de saber o que aconteceu com cada um dos personagens.

Então, pra quem não sabe, Life as we know it gira em torno de 3 amigos, Dino, Sean Faris ( o garoto popular), Ben, Jon Foster (o certinho que acaba se metendo em encrenca) e Jonathan, Chris Lowell (o ‘loser’ do grupo, que sempre acaba sendo motivo de piada). Embora bem diferentes entre si, todos estão passando pela mesma fase (adolescência) e cada um tem seu próprio demônio para enfrentar.

A série apresenta um elemento bem interessante na narrativa. Eles congelam as cenas para que os meninos possam falar sobre o que estão sentindo, passando ou pensando em vários momentos, o que nos dá um ar de empatia muito grande, pois, quem não se identifica com a glória de conseguir um beijo daquele crush ou a frustração de não poder dividir um segredo com os amigos?!

Life as we know it

Life as we know it

Se interessou, aqui vai um resuminho básico da trama: Dino, capitão do time de hóquei, namorado de Jackie (Missy Peregrim), a garota mais bonita da escola, acredita que seu maior problema é ainda ser virgem. Isso até descobrir que sua mãe tem um caso com seu treinador, o que desencadeia toda uma reação de acontecimentos indesejáveis em sua vida, que são muito bem orquestrados pelo diretor e nos permitem ver como um simples momento PODE SIM afetar toda nossa vida.

Algo que também é percebido na trajetória de Ben, garoto comportado que vê sua quedinha pela professora (a linda Marguerite Moreau) se transformar em algo mais e acaba se questionando sobre o futuro (ou não) da relação. Já Jonathan não sei nem por onde começar, são tantos erros e medos que fica difícil. A princípio o jovem fica receoso de admitir que começou um relacionamento com sua melhor amiga, que está um pouco acima do peso, e depois acaba se vendo em um dilema entre sexo fácil e um relacionamento duradouro. E aprende da maneira difícil como é fácil cometer um erro que não tem volta.

Aliás, é bem nesse clima que a música de abertura introduz a série (que é baseada no livro Doing It do escritor britânico Melvin Burgess):

“Sooner or later

We’ll be lookin’ back on everything

And we’ll laugh about it like we knew what all was happening

And someday you might listen to what people have to say

Now you learn the hard way”

E não é assim mesmo? Eu confesso que, pessoalmente, a minha adolescência ainda não parece ter passado, ainda descubro coisas novas a cada dia, continuo buscando o ‘Manual da Vida – como, quando e o quê fazer’ e ainda aprendo the hard way (quase sempre). Por isso digo e repito que recomendo e muito essa série (que também deu nome à coluna), são apenas 13 episódios, mas que valem cada segundo.

PS. importantíssimo: a série está todinha disponibilizada no YouTube junto com os erros de gravação. Deixo vocês então com a abertura e espero vê-los na próxima review, bye bye 😉

http://https://www.youtube.com/watch?v=UV7UwE0oJOA%20

 

Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial
Facebook
Twitter
YouTube
INSTAGRAM