NARCOS – 1ª TEMPORADA (2015) #Netflix

Plata o plomo, hã?

E a tão aguardada série estrelada pelo brasileiro Wagner Moura e dirigida pelo também brasileiro José Padilha estreou! 10 episódios com 50 minutos cada + um sábado sem nada pra fazer = Eu jiboiando na cama fazendo maratona. ‪#‎SouDessas

Nunca tinha parado para ler sobre a vida de Pablo Escobar, nem tão pouco sobre o cartel de drogas colombiano. Mas a série trouxe, se não a verdadeira, uma boa explanação do tema.

No início vemos um homem ambicioso, que queria poder e não media esforços para tanto. Na minha opinião ele ainda tinha limites, contrabandeava eletrodomésticos e cigarros, mas, que apesar de todos os pesares, amava seu país e queria o melhor para ele. Com o tempo, “Pablito” foi se perdendo, a rasteira que levou na política o fez uma pessoa rancorosa, tacou o foda-se para todo o resto, e matou milhares de inocentes (cidadãos, políticos, jornalistas, policiais…), passou a lutar uma guerra pessoal sem volta.

No 8° episódio tem um diálogo, que pra mim reflete muito bem as atitudes de Pablo: quando a repórter Diana Tubay (filha do ex-presidente colombiano e que havia sido sequestrada por Escobar para ser usada como moeda de “troca”) falava frente a frente com Escobar e ele diz que só queria respeito, e ela responde: “Você tinha respeito quando construía casas para os pobres. Mas quando não conseguiu respeito de um bando de burocratas egocêntricos, então teve um ataque de raiva.” Foi bem isso mesmo, como eu disse… Ele se perdeu em seu próprio caminho, não que sendo traficante ele fosse a pessoa “mais certa do mundo”, mas ele não estava “diretamente” matando pessoas inocentes, como passou a fazer posteriormente.

O enredo é histórico, pra quem conhece a história do “senhor da droga colombiano” não teve surpresa, mas toda a forma dramática e “engenhosa” da série agradou, e pelo menos a mim, prendeu pra saber como tudo aquilo acabaria! Todas as intrigas, teias, chantagens e “quedas de braços” entre os próprios traficantes, polícia (DEA, etc) e políticos, me deixou com uma pulga atrás da orelha, e me impulsionou a concluir a série.

A maioria das interpretações me agradaram, desde os americanos aos mais caricatos colombianos, gostei muito do Wagner Moura, não é novidade que ele é um dos atores mais fodas que temos no País. A série conta também com Pedro Pascal… pra quem não reconheceu, fez o personagem Oberyn Martell em Game of Thrones, que também está fodástico no papel do policial Peña. Alguns personagens passageiros e/ou que só aparecem perfunctoriamente é que deixaram a desejar, mas não influencia muito na série. A esposa do Pablo, Tata Escobar, por exemplo, que é interpretada por Paulina Gaitan, achei muito fraquinha. Compreendo que eles quiseram pegar atores latinos pra trazer mais realidade à série, e gostei bastante da iniciativa pra incentivar essa galera que muitas vezes é esquecida, mas essas escolhas deixaram um pouco a desejar.

Por se passar na década de 80, uma coisa que me chamou a atenção e me agradou foi a forma como eles não deixaram nada passar, desde as roupas, carros, móveis e até uma garrafa Old Parr em cima da mesa, que visivelmente fazia jus ao ano em que a série estava se passando. Então, além do enredo e interpretação, o ambiente estava totalmente condizente com a série.

Gostei também dos trechos reais que passavam no decorrer dos episódios, fotos e vídeos da época, o que trouxe realidade ao misturar cenas reais com as produzidas pelo seriado, desde a posse do presidente colombiano até as chamadas presidenciais de Reagan em combate direto aos traficantes colombianos.

“Alguma vez já sentiu a ira de uma vingança justa?”

Sinceramente Narcos fez jus à espera, não deixou nada a desejar. 4,5 estrelinhas de 5! ‪#‎Recomendo

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