Comecei a assistir a estreia de O Exorcista sem nenhuma expectativa e sabendo apenas o básico sobre a história. E enquanto a galera das redes sociais estava olhandinho pros lados e pensando em como dormir sem pisar do lado da cama euzinha estava sorrindo. Com um sorriso enorme no rosto e uma satisfação surpreendente na alma.

Sou uma amante, viciada e apaixonada pelo gênero do terror. Gosto de todos os estilos, gore, trash… psicológico, este sendo o meu preferido. Gosto muito mais de histórias de terror que presam pela construção de clima, suspense e medo do que de histórias que se apoiam nos sustos. E O Exorcista é um dos grandes exemplos do estilo, o livro do Peter Blatty do qual o filme é baseado então, se aprofunda muito mais no suspense.

A série do canal FX foi criada com o peso do nome, apesar de ter uma história diferente. Ela é quase um reboot,praticamente um reboot, mas de maneira alguma poderia se afastar muito do original. Puta responsabilidade, agradar os novos fãs e os fãs da TV sem ofender os fãs do filme que o tem como um clássico intocável. Trazer a história para o formato da TV também é um desafio. Uma coisa é fazer um bom filme de duas horas outra coisa é estendê-lo por uma temporada. Mesmo que por uma temporada curta de cinco episódios.

E como falei, terminei o primeiro episódio sorrindo. Não por que o episódio piloto tenha sido perfeito, mas por que conseguiu com um puta equilíbrio mostrar uma nova história. Começando pela fotografia, que ao contrário de Outcast usou uma paleta de cores frias de maneira primorosa, dando em um episódio toda uma identidade visual. O outono cinza ajudou a dar o clima e desconforto que a história pede.

Alfonso Herrera que vai protagonizar e fazer às vezes de padre Barras é o padre Tomas, que assim como Barras é o padre jovem que terá sua fé posta a prova. Alfonso Herrera me convenceu no personagem e ao contrário do que eu pensei, ele não tem o ar de galã mexicano. Nem de Hernando.

O padre Marcus será o padre experiente, o que conhece o mal que veremos e sua força. Padre Marcus é meio vida loka que anda armado e vai até as ultimas consequências para tentar salvar a alma dos possuídos. Ele claramente vive uma cruzada pessoal e tem questões a ser resolvidas com Deus. Sua expertise em possessões demoníacas serão a salvação de Tomas que está perdido sem saber nas forças que estão trabalhando contra ele.

Geena Davis é a mãe e líder da família que será vítima da possessão. E diferente da mãe da Regan no filme de setenta e quatro é a primeira a perceber que tem alguma coisa errada, mais, uma presença demoníaca que quer tomar a filha dela. Adorei isso por que o pai ou mãe descrente que acha que pode ser tudo menos uma atividade paranormal é INSUPORTÁVEL. Em filmes, séries, livros. Angela será uma aliada e não um obstáculo.

Outra mudança mais que bem-vinda foi na escolha da tal entidade. O roteiro te mostra desde o começo qual das filhas será possuída, Angela também vê isso, até padre Tomas acredita. E ai vem um pequeno plot twist e muda tudo. Te mostrando que as forças já estão agindo há muito tempo. Já começou e a ameaça já está lá entre eles com um sorriso no rosto.

Cinco episódios é a quantidade perfeita para desenvolver uma boa história e finalizar sem enrolar ou se perder. O formato da TV seria uma desculpa perfeita e até muito justa para fazer as coisas com mais calma, mas o roteiro do primeiro episódio colocou as cartas na mesa de uma forma tão ágil que só me faz crer que o ritmo dos outros quatro episódios serão mais frenéticos. E isso é perfeito! Não precisam manter a lentidão do filme para respeitá-lo. Mudanças bem feitas são bem-vindas e revigorantes.

Assistam!

 

 

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