1ª, 2ª e 3ª Temporadas de Orange Is The New Black

Aproveitei o recesso e, por indicação e “empurrões” resolvi assistir OITNB e não me arrependi! Assisti as 3 temporadas seguidas e se engana quem pensa que a série, por ter apenas 13 episódios por temporada, é uma série “curta”. Cada episódio dura em média 1 hora, e as season’s finale geralmente tem 1:30… No frigir dos ovos acaba se tornando uma série de 18/20 episódios (se tivesse 40 minutos de duração), mas vamos lá…

O Pilot é uma bostinha… Chatooooo, dá canseira só de pensar em terminar, mas persista porque vale a pena… No episódio 2 a coisa já melhora e já mostra um pouco a cara da série.

Se engana novamente quem pensa que a série gira em torno da protagonista (Chapman – interpretada pela atriz Taylor Schilling), sim a galeguinha… a série é muito mais do que isso e muito mais que ela!

E é aí que está a sacada do porquê OITNB dá certo. A série é repleta de flash back’s das vidas das personagens, mostrando porque elas adquiriram aquela personalidade e porque chegaram na prisão… Se vocês homens já acham que a cabeça de uma mulher é difícil, junte então umas 10 mulheres (acaba sendo bem mais que isso) trancafiadas numa prisão totalmente “banda vuó” (fala sério, que “liberdade” toda é aquela rsrsrs), com dramas, insanidades, inseguranças, bizarrices e cenas hilárias! Vi em algum lugar que séries com muitas personagens femininas ajudam a normalizar o conceito de que mulheres são seres complexos (dããããã), e é exatamente o que essa faz.

Outra sacada genial é a questão da socialização pela cor/origem… É uma nuance sensacional, pois mostra que o presídio é um tipo de microuniverso que reflete a própria sociedade (sem demagogia)! Os núcleos da séries são divididos “tribos” (negras, brancas, latinas…);

Ponto baixo da série: Jason Biggs… nossa, ator e personagem totalmente dispensável, na minha opinião. Sorte que ele aparece pouco (graças a Deus).

Ponto alto da série – Todo o resto!

Em suma, comecei despretensiosa e me surpreendi com a leveza, graça e em especial com as personagens, cada uma com o seu “cacoete” e diversidade, deixam a série concisa, sem falar das interpretações. Quem disse que por ser “comédia” não influencia? Influencia sim, e muito! Todas são excepcionais atrizes, que se destacam de forma singular nas interpretações.

P.S.: É um presídio feminino, então é de se esperar a pegação lésbica rolar solta. Não se torna o foco, pelo contrário, acaba incorporando alguns personagens e influenciando na leveza e graça da série.

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