E depois de termos visto nosso casal separado por vinte anos, reunido em Edimburgo e viajando até a Jamaica para resgatar o sobrinho, chegamos ao season finale da terceira temporada de Outlander! Em um episódio um tanto apressado no início, mas recompensador no seu desfecho, nos despedimos do Frasers para iniciar uma longa e indesejável Droughlander. 

ABANDAWE

Reclamei muito na review do episódio anterior (leia aqui) a respeito da retratação da personagem Geillis (Lotte Verbeek), mas acho que no Finale o roteiro e direção acertaram no tom, e ela tanto voltou a ser um pouco da Geillis que conhecíamos, quanto demonstrou de forma sutil as facetas ainda mais escuras que adquiriu ao longo dos anos. O diálogo dela e Claire (Caitriona Balfe) foi muito melhor desta vez por ter mostrado a ligação indiscutível entre as duas – a viagem no tempo- objetivamente, sem frases galhofantes e exageradas.

Achei as sequências desde a saída do baile, a chegada de Claire na Mansão Rosa e o desfecho na caverna, bem apressadas e um tanto confusas. Acredito que seja um resquício de uma temporada que, em matéria de ritmo, se demonstrou um tanto irregular. Explico. No início, o trabalho de decupagem das cenas e tramas do livro para a  série foi excelente, colocando cenas fundamentais em cada episódio, sem torná-los estafantes ou corridos demais. Do episódio sete em diante, a série oscilou entre episódios fillers e episódios que, embora andassem com a trama, na maioria das vezes, o faziam de forma muito abrupta, sem o desenvolvimento necessário dos personagens, como foi o caso da Geillis.

A cena do ritual foi interessante, sinistra e necessária para explicar uma questão muito cara à mitologia de Outlander: a viagem no tempo. Ficou muito bacana a rima que fizeram com o primeiro ritual das pedras, lá ainda em Inverness, e ele serviu para que o telespectador entendesse o que estava prestes a acontecer ali. Uma pena que a pressa fez com a ela perdesse o brilho, e algumas referências não tenham ganhado tanto peso (como o caso do coelho e pássaro, que permearam toda a temporada) por terem se misturado a outros acontecimentos também fulcrais.

LAÇOS COMPARTILHADOS

Um tema que serviu para várias tramas e personagens se entrelaçarem foi a ligação entre eles. John Grey (David Berry) mais uma vez salvou o dia e o Jamie (Sam Heughan), dando um tapa bem dado de luva na cara do Capitã.. opa Tenente Leonard (Charlie Hiett). Foi uma cena à altura desse personagem cuja a aparição no episódio anterior teve altos e baixos. Neste episódio um único momento, porém muito bom, mostrando bem as partes interessantes de sua personalidade e da importância de sua relação com Jamie. Aliás, o último tem mais uma dívida agora com Grey (leia mais sobre aqui), e que isso sirva de “desculpa” para que o governador volte com tudo na quarta temporada. Só faltou um abraço, não é, Starz?

Não posso esquecer de comentar sobre um personagem também coadjuvante e fundamental nesta temporada: Jovem Ian (John Bell). Foi por você, garoto, que seu tio e auntie atravessaram o oceano e passaram pelos maiores perrengues! Talvez ele ainda não tenha tido cenas tão desafiadoras para mostrar todo o seu talento, mas acho que para uma primeira temporada ele arrasou! Vamos ver como as consequências dos acontecimentos na Jamaica serão abordados na próxima temporada, e como isso repercutirá no nosso Ian.

Se foi um final, foi um belo encerramento de personagens! Mr Cho (Gary Young) e Margaret (Alison Pargeter) ficarem juntos foi uma ideia muito boa dos roteiristas de darem um final bonito e digno a eles, especialmente Mr Willoughby (quem leu o livro sabe!). Me emocionei bastante com a cena em que ela “encarnou” Brianna (Sophie Skelton), pena que ela ficou “jogada” no meio de turbilhão de coisas e perdeu um pouco do impacto, mas mesmo assim Alison deu show! Ambos passaram muito rápido pela temporada, mas tal qual Jovem Ian e John Grey, deixaram marcas indeléveis nos espectadores. Que sejam felizes compartilhando laços, onde quer que estejam!

OLHO DA TEMPESTADE

Eis a parte do episódio que mais me emocionou e empolgou: o Artemis no meio da tempestade. Mas não por isso em si, e sim porque as cenas foram tão bem feitas que bem que poderiam estar em um filme! Os efeitos visuais ficaram perfeitos e os atores estavam muito presentes em cena -como sempre, inclusive – e o momento no qual Jamie salva Claire embaixo d’água foi belíssimo, poético, emocionante e ficará na minha mente pra sempre! A produção caprichou demais.

Gostei muito da analogia que a minha amiga Liv Andrade (ouça mais sobre aqui) fez entre a tempestade e a presença de Geillis na vida dos Frasers, como se o furacão fosse a própria escocesa, que por onde quer que passe, devasta tudo e todos com sua presença! Ela pode até ter morrido pelas mãos de Claire, afinal o bem estar de Bree era o que mais importava, mas não sem antes dar a sua cartada final e um susto no nosso casal de protagonistas e toda a tripulação do navio.

Se formos pensar, foi essa mulher a responsável por tudo que aconteceu desde que Claire voltou ao passado, e não estou falando só do rapto de Jovem Ian. Ela não só tirou Jamie e Claire de seu porto seguro Escócia, como também os (re)ligou a vários outros personagens e tramas desta temporada, como o casal Fersali (César Domboy; Lauren Lyle) levando os últimos a irem atrás dos Frasers e tomarem a decisão de se unirem para sempre; aos irmãos Campbell (Mark Hadfield), a Mamacita (Vivi Lepore), a Pe. Fogden (Nick Fletcher) , a Temeraire (Thapelo Sebogodi), a Elias (Albie Marber), a Captão Leonard e a John Grey. 

A senhora Duncan sempre  representou essa força da natureza que movimentou tudo e todos em Outlander, e não poderia se despedir de forma diferente, sem antes levar nosso elenco para uma nova terra, que para alguns é a terra das oportunidades e do recomeço. Depois da temporada que mais pareceu duas em uma, que venha a quarta cheia de novidades, com novos rostos e lugares para nos apaixonarmos!

Quer saber mais sobre OUTLANDER? O blog Universo Yin faz PODCASTS semanais sobre os episódios da série! Corre lá para conferir posts e podcasts sobre essa e outras séries, além de filmes, livros e música! 

Antes de morrermos com o Droughtlander, fica aí o teaser fresquinho da quarta temporada 🙂

 

 

 

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