This is Us voltou como começou, colocando lágrimas nos nossos rostos. Não posso dizer que esse episódio foi tão forte quanto o 1.01, pois estaria mentindo, mas foi um bom início de temporada. Tudo que a gente gosta e que fez a série ter um lugar especial nos nossos corações, estava ali no 2.01.

O episódio começa com William, novinho, escrevendo um dos poemas para Randall. Passado e presente se misturam enquanto William declama o poema, em cenas que mostram como cada um dos componentes do “Grande Trio” estão passando o aniversário de 37 anos e onde a história parou para Rebecca e Jack (e os três adolescentes), na temporada anterior.

Tudo se desenvolve a partir daí. Vamos nessa!

Randall:

Ele quer adotar um bebê e está realmente empolgado com a ideia. Sua esposa, Beth, não. A postura de Randall estava me incomodando muito. Ele estava pensando apenas no lado dele, sem considerar como Beth se sentia. Até que ela explode. This is Us é feita na medida e cada reação mais “alterada” de um personagem com certeza tem uma razão. Pode esperar que detalhes que você vê te levarão à algo maior depois. É o que acontece nesse núcleo. Beth não fica nervosa em vão. Randall então vai até Rebecca, em busca de conselho, e ela revela que não queria adotá-lo num primeiro momento, que foi Jack quem insistiu para que ela aceitasse a proposta. E insistiu e insistiu. Vimos isso no decorrer da temporada anterior, mas de forma esparsa, talvez fazendo com que ignorássemos o impacto desse tipo de ação no caráter do Jack. Mas continuemos com foco no Randall.  Vamos com ele e a impressão é de que continuará a tomar as mesmas decisões que do pai tomou. Mas o que vemos é Randall ser quem ele realmente é e escutar Beth, que está na mesma página que ele, mas num parágrafo diferente. Ela não é contra a adoção, apenas sugere que façam a diferença na vida de uma criança mais velha, que outros talvez não ajudariam. Fiquei feliz com essa ideia, pois veremos como uma criança maior, que já tem parte do caráter formado, se ajusta na família “perfeitamente imperfeita” de Randall e no modo Pearson de se fazer as coisas..

Momento Lágrima: Beth no parque, lembrando de uma conversa com William, que os danados fizeram parecer MUITO com o tempo atual. Mas era um passado recente. ;(

Kevin e Kate:

Kevin aceitou a proposta de Ron Howard para fazer o filme em LA. YAY! (E o quão legal é ter Ron Howard nesse episódio? Eu o acho tão carismático!) No fim da temporada realmente achei que isso seria fonte de conflito, mas não (bem, não pra ele e Sophie, a princípio). É bom ver um Kevin mais maduro e focado. O vemos gravando no estúdio e a equipe cantando parabéns, com direito a bolo e tudo. Ele parece feliz, até Sophie cancelar a ida a Los Angeles. Isso o entristece por um momento, mas ele tem Kate por perto, então está tudo ok. Bem, mais ou menos.

Kate decidiu que quer cantar. A encontramos nesse episódio ensaiando para uma audição, um grande passo para ela. E Toby a está ajudando, de certa forma, dando apoio e incentivando. Kevin chega, tirando um pouco do equilíbrio do casal e Toby, como sempre, tem um motivo para se irritar.

Pausa para o hate: Eu não gosto do Toby. Não gosto dele desde o começo. Não gosto de suas piadas, do jeito que ele fala com a Kate. Simplesmente não vai. E me irrita muito que ele não entenda a dinâmica dos gêmeos. Ele acabou de chegar nesse rolê e quer mandar. Fim do Hate.

Por outro lado, Toby é grande apoio para Kate e tenta fazer com que ela viva a própria vida, e não a vida de Kevin ou do trio. Eu só queria que esse apoio fosse diferente. Fiquei muito brava com ele nesse episódio, quando Kevin chega e avisa que Sophie não vai para L.A. Toby fica todo animado com a possibilidade do encontro duplo ser cancelado. Kate e Kevin fazem cara de “Ué, você é bobo?” porque eles querem curtir o aniversário juntos. Entendo que Toby queira ficar com a futura esposa a sós e, pelo jeito, tem feito isso com frequência. Mas precisa ser assim também no dia que liga profundamente os três irmãos? Aí vc me pergunta: E o Randall? Randall mora em Connecticut e já tem outra dinâmica, sempre teve. Então não entra nesse caso. (Já ligaram pra ele, não precisa estar em tela.)

E é claro que o jantar não dá certo. Toby e Kevin tratam Kate como se ambos tivessem direito à vida dela. Toby quer que Kevin dê mais tempo a eles. Kevin explica que ele e Kate sempre foram grudados. Kate manda os dois pastarem. E ela tinha a audição, lembram? Ela chegou lá, viu um monte de mocinhas bonitas que vestem 38. Desistiu. Me identifico muito com algumas inseguranças da Kate, mas é nesse momento que a gente se separa. Ela tem muito medo. Eu também tenho, me permito ter de vez em quando, mas se quero, vou lá e faço. Kate desiste. E ela vem desistindo muito desde sempre. Mas graças aos roteiristas lindos, ela muda de ideia, deixando o medo e a insegurança de lado! Depois de mandar Kevin e Toby pastarem, Kate voa pro local de audição, para finalmente tentar. E falha, não depois de tomar “um tapa na cara” e descobrir que, nem sempre, é sobre peso ou idade. E ela sai feliz com essa constatação. Espero que daqui em diante ela seja mais corajosa. Pelo menos foi o que ela deu a entender. Ah! E eu achei que seria nesse pedaço que morreríamos de chorar, porque a música que ela escolheu para a audição era Nothing Compares 2. Pois é.

Jack e Rebecca:

É onde tudo fica mais denso. As coisas não estão boas para o casal Pearson. Pelo final da primeira temporada e esse início, parece que estão dispostos a quebrar a imagem de pai e marido perfeitos que Jack carregava. Rebecca e ele decidem dar um tempo e falam para o Grande Trio, que não recebe isso nada bem. Temos então Rebecca de um lado, com o trio, e Jack do outro, na casa de Miguel. Rebecca quer a qualquer custo esquecer um pouco o que está acontecendo. Jack, pelo contrário, quer esperar por ela e pensar, remoer o que aconteceu. Rebecca acaba indo até Jack, arrependida de ter pedido que ele ficasse fora de casa ela quer leva-lo de volta, mas ele não quer. Assume que passou o dia todo bebendo e diz que precisa resolver essa questão sozinho. Rebecca tem que insistir para que ele aceite voltar e diz que vão resolver isso juntos, como família.

A relação deles é, para mim, a melhor coisa de This is Us. Eles nos mostram que não existe felicidade plena e perfeição na vida de ninguém. Eles podem ser bonitos, ter uma família linda, mas mesmo assim, nada nunca estará 100%. É uma lição para nós, quando olhamos algumas pessoas e achamos que elas tem tudo. Pode parecer que sim, mas não tem. Com relação a Jack, eu vejo esse episódio como um contraste perfeito para o episódio da piscina. Se eu fosse umas das mulheres naquela piscina, naquela tarde, eu estaria admirando de longe àquele homem maravilhoso, abraçado com tanto amor naquelas três crianças. Eu falaria, pensando em Rebecca “Essa é uma mulher de sorte!” E então o 2.01 vem e me mostrar que não é bem assim.

E, para encerrar, temos mais uma dica de como Jack morreu. Na verdade, a cena final é meio confusa para mim. Rebecca está dirigindo, os pertences de Jack no banco do motorista. Ela pára em frente a casa incendiada dos Pearson e desmorona. Dá a entender que Jack possa ter morrido em decorrência desse incêndio, mas tudo que Rebecca carrega está em perfeito estado. O que aconteceu de verdade então? Fica aí esse ganchinho maroto para o próximo episódio.

Momento Lágrima: Toda a cena final com Rebecca, onde fizeram o favor de colocar One, do U2, na voz do Damien Rice, como trilha sonora. É pra acabar com qualquer um.

Até semana que vem

 

 

 

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