Irmãos, esse é o tema desse episódio de This Is Us. Irmãos antes e depois e até irmãos que nem sabíamos que existiam. Essa relação que pode ser a melhor da sua vida, um presente ou um total pesadelo.

Jack está com muito esforço tentando juntar os pequenos Randall e Kevin nos anos oitenta. Isso por que Kevin faz muita força para implicar e afastar Randall, que assim como no episódio passado com a avó, faz de tudo para que o irmão goste dele. E é tão triste, Jack tem razão, seria tão fácil para Kevin ser legal, ele gasta uma energia enorme fazendo bullying com Randall e perde tanto tempo que poderia ser gasto encontrando no irmão seu melhor amigo, alguém que para ser sua força.

A principio parece ser uma vontade paterna de Jack, querer que seus filhos sejam um time, mas depois vemos e descobrimos algo muito importante que jamais passaria pela minha cabeça. Mas antes, o pai de Jack volta a série e ele está em seus últimos momentos de vida. Rebecca é quem tem que lidar com o sogro por que o marido está fora, mas em certo momento Jack tem que lidar com isso e ele escolhe passar mais tempo com Randall e Kevin do que voltar para ver seu pai morrer. Fica claro e não só na fala de Jack “ele já está morto para mim há muito tempo”, mas no que ele está vendo e percebendo, que sua escolha não é só esquecer o pai abusivo, mas focar em algo que ainda tem salvação, a relação de seus filhos.  E descobrimos, ainda bem, por que ficaria arrasada se Jack tivesse vivido sozinho com o pai escroto, de que ele tinha alguém, Nick, seu irmão.

Sabem aquele plot twist do episódio piloto? Pois bem. Pra mim foi a mesma coisa, os flashbacks se juntando no final do episódio para descobrir que Jack tinha um irmão, que era ele quem cuidava, que era o seu tudo, que foi com ele para o Vietnã e que deve ter morrido lá, desencadeando todo o trauma que atormentou Jack até a vida adulta. Aquele momento em que tudo faz sentido e você não tem o que fazer a não ser chorar como uma criancinha. Sim, chorei tanto vendo o pequeno Jack nos anos cinquenta, com seu irmão mais novo e nos anos oitenta olhando par a foto deles no exercito. Por isso Jack quer seus filhos juntos, por isso o episódio se chama Brothers. Que série linda minha nossa senhora da série amor.

E Jack conseguiu. Mudando um pedacinho aqui, outro ali Kevin e Randall se juntaram e aos trancos e barrancos ainda estão se conectando. Não é tarde para eles. É até engraçado ver que Kevin desprezava Randall na infância e agora praticamente vive na casa dele, a família de Randall virou a dele e é lá que ele se esconde quando algo está dando errado. E Randall vai precisar cuidar do irmão em algum momento, por que Kevin terminou seu filme, mas parece completamente miserável e nada realizado. Ainda acho que ainda tem algo ai que não sabemos, mas parte da culpa dessa depressão de Kevin é dos analgésicos. Ele já está mentindo, magoando as pessoas que ama por causa do vício e eu passei o episódio me perguntando. Como ninguém reparou? Ele está suando, gaguejando(mais do que o normal), mentindo descaradamente e bebendo o tempo todo. Mas a Mariana avisou no outro review que esse plot carrega certo clichê e é sempre assim, viciados nunca são identificados até que esteja dando muita merda. E tá quase, Kevin já não consegue ficar sem drogas e cagou a relação recém recuperada com a Sophia.

Randall continua tentando conquistar Deja, sua filha adotiva e assim como o pequeno Randall ele é aquele na sala que se esforça demais e perde boa dose da noção. E uma coisa me passou pela cabeça assistindo o episódio pela segunda vez. Ele está tentando da forma errada. Bem, isso é óbvio pela quantidade de foras que ele leva da menina, mas por ver que ele está sempre tentando fazer com que ela enxergue a vida cheia de oportunidades que ele pode proporcionar a ela, mas não para nem um minuto para perguntar a ela como era a vida dela, pelo que ela passou. Foi preciso ela se dar por vencida e desabafar, contar que apanhava em um dos lares adotivos que passou e por isso se assusta fácil ou instintivamente reage a algumas coisas. Não falta sensibilidade a Randall, ela só precisa se concentrar nas coisas certas.

E continuo amando Kate nessa temporada e estou tão feliz. Não me conectei com ela na primeira como nessa e já estou cem por cento com ela nessa gestação. A forma como ela agiu, esperando para contar a Toby que estava gravida por que sabia que assim que contasse teria que lidar com o peso das próprias expectativas e das dele, demais para a quele momento tão delicado. Acho que seria a mesma com que eu agiria se estivesse nessa situação… acho, quase certeza. E a reação de Toby foi lindinha, divertida e madura na dose certa. Ele entendeu as inseguranças dela, muito diferente do que ele faz em relação ao peso de Kate. Kate está feliz e eu estou feliz por ela.

Esse foi um episódio no melhor estilo This Is Us, com felicidade, apreensão, amor, preocupação, acertos e erros, sentimentos sentimentos e mais sentimentos, que te faz resgatar ou descobrir emoções esquecidas e desconhecidas.

Até o próximo review!

 

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