Chegou. O episódio de This is US que todos esperavam desde a temporada passada. Podem parar de se preocupar com viagens de carro ou acidentes de trabalho. Finalmente sabemos como Jack morreu. E porque várias coisas ligadas a esse fato são como são.

Na semana passada, a casa dos Pearson pegou fogo e não havia detectores de fumaça funcionando. Jack acorda no meio da noite, dentro de um incêndio. Mantendo a calma, ele resgata toda a família, menos o cachorrinho Louie. Então ele volta para dentro da casa em chamas e sai de lá praticamente ileso, carregando o cachorro e memórias da família. É intenso, é desesperador. Você se preocupa o tempo todo com Jack. Enquanto ele tenta tirar Kate do quarto, ele se queima todo e você fica estático, torcendo para que algo de bom aconteça, para que alguém apareça. Dá vontade de ajudar. Você também pensa “cadê os vizinhos que não chamaram os bombeiros ainda?” Eu pensei até no grau que teria as queimaduras dele.

Para minha infelicidade (ou felicidade), dei de cara com uma foto no Twitter, que me mostrava que não era a hora dele ainda. Além do fato de que nos primeiros episódios, onde ficamos sabendo do incêndio, Rebecca está com as coisas dele ilesas. Então não foi o fogo. No fim, aconteceu algo que eu temi durante muito tempo: um ataque cardíaco. Sim. Durante vários episódios temi que esse seria o fim de Jack. Algo me dizia que seria inesperado. E foi. Jack respirou muita fumaça, que sobrecarregou os pulmões e consequentemente o coração. E ele sabia que não estava bem. Quando Rebecca o deixa sozinho no quarto, Jack sabe que algo está errado. Milo Ventimiglia, como sempre, dando show de interpretação.

Então é assim que entendemos o porquê de Kate dizer que a culpa da morte de Jack é dela. Se ele não tivesse voltado para resgatar Louie, não teria inalado tanta fumaça. Ela infelizmente se esquece de que ele ficou mais tempo na casa para resgatar os álbuns de fotos e fitas com vídeos caseiros. Não é culpa dela, mas como temos tendência de fazer, Rebecca e ela tentam achar motivos para o que aconteceu.

E nos tempos atuais, temos Rebecca e o Grande Trio mostrando como cada um lida com esse dia. Como Randall diz para Beth, Kate se afunda nas lembranças, Kevin as evita e Randall celebra, já que era o dia favorito de Jack no ano. Só que dessa vez, Kate tem Toby para tirá-la da lama, Kevin decide parar de evitar os pensamentos e Randall é obrigado a lidar com a tristeza, em meio a alegria. Como disse para vocês em uma review anterior, momentos como esse estão muito próximos da minha vida pessoal. Perdi meu pai aos 16 anos e quando a série mostra o Grande Trio lidando com isso, não tenho como não comparar comigo mesma. Pensei em como eu trato esse fato agora, já que tem quase 17 anos que aconteceu. Lembrei também de quando ligaram em casa procurando a minha mãe, que estava no trabalho, e como foi quando ela chegou com a notícia. O que me leva as partes mais marcantes do episódio: tudo envolvendo Rebecca.

Mandy Moore arrasou. Simples assim. Eu fiquei emocionada em todas as cenas depois da morte de Jack. Close-ups maravilhosos, mostrando toda a tristeza e desespero da personagem. O que fazer agora que a rocha que segurava a família toda se foi? O que fazer agora que o amor de sua vida se foi? Estava tudo ali no rosto de Mandy Moore. A cena em que Jack está sofrendo o ataque e ela está de costas para tudo, falando com Kate no telefone é de partir o coração. A vontade é de gritar para ela se virar e ver, mas se isso acontecesse, não teríamos todo o peso de quando o médico vai até ela anunciar a morte. A incredulidade, a dor. Como assim morto, se há cinco minutos tudo estava bem?

Outra parte marcante é quando Rebecca chega à casa de Miguel para dar a notícia aos filhos e ela diz a ele que precisa ser forte por eles. É mais um momento que me fez pensar em minha mãe mesmo e o que ela teve que segurar.

É isso, esses momentos, que fazem de This is Us uma série tão perfeita e envolvente. Tudo que acontece é real, é humano. Se não aconteceu com você, aconteceu com alguém que você conhece e é muito fácil sentir empatia por todos.

Ainda tem a edição, que é uma maravilha. Não falo muito de detalhes técnicos, por não os conhecer bem, mas nesse episódio preciso comentar. O jeito que eles inserem as imagens de Jack enquanto a família sofre por ele, remete certinho ao jeito que a gente lembra das pessoas quando isso acontece. Flashes de memória, que levam a momentos aleatórios, que acabam tornando-se mais que importantes.

E mais uma vez tivemos um “flash forward”, quando nos mostram a filha de Randall no futuro, trabalhando como assistente social. Num episódio com um ocorrido tão importante como a morte de Jack, essas coisas acabam ficando em segundo plano. Mas o momento foi tão bonito, tão bem feito. O garotinho que apareceu no episódio em que Deja volta para a mãe, na verdade era alguém que precisava de uma casa temporária no “futuro”, e Tess é quem trabalha para encontrar. A cena ocorre após uma conversa da garota com Randall. Ela está começando a ter os próprios problemas e dúvidas e Randall tem que afirmar para ela que está tudo bem. Então o belíssimo flash forward acontece, bem parecido com o flashback do episódio Clooney, ligando os dias atuais com o futuro (ou passado) e te levam a uma surpresa. E dessa vez foi uma surpresa mesmo. Pelo menos eu não esperava ver Deja de volta.

Foi um episódio cheio de emoções, de todos os tipos, que finalmente tirou um peso dos nossos corações. Ou nos deixou no mesmo nível do Grande Trio? Vocês acham que agora poderemos entender melhor a personalidade de cada um? Ah! E se você acha que as lágrimas terminam aqui, que nada pode ser mais triste que isso, bem… você está assistindo o seriado errado.

 

 

 

Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial
Facebook
Twitter
YouTube
INSTAGRAM